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Gilson Kleina, ‘tô de olho no sinhô’
Alô Gilson Kleina, treinador da Ponte Preta: não sou repórter de manchete do tipo ‘a dúvida da Ponte é Patric ou Guilherme na lateral-direita’, que na prática fica quase do mesmo tamanho. Na bola a gente nunca diz que viu tudo, mas posso assegurar que vi quase tudo. Pegou mal a sua identificação como cabo eleitoral do presidente Sérgio Carnielli no processo eleitoral da Ponte Preta, até porque Carnielli nem precisa disso pelo seu histórico vitorioso no comando do clube por quase duas décadas.
Como profissional que é, não havia motivo pra dizer ao microfone da Rádio Bandeirantes-Campinas que “se Sérgio Carnielli não ganhar a eleição não há motivo para ficar na Ponte”. Como diz o humorista Clayton Silva do SBT, ‘tô de olho do sinhô’, Gilson Kleina. Ao mesmo tempo que o senhor partidariza o processo eleitoral da Ponte, numa clara demonstração de influenciar o eleitor, indevidamente o senhor disse no mesmo microfone da Bandeirantes - só que da matriz em São Paulo - que clubes como Palmeiras e Corinthians estão interessados em vários jogadores da Ponte. Convenhamos: mesmo que esses clubes tenham sondado de alguma forma um suposto interesse por esses jogadores - via empresário ou quem quer que seja - a medida que o senhor propaga tal fato atinge em cheio o processo de valorização dos respectivos atletas, independente do interesse real ou especulação. Aí, há risco de um dirigente incauto da Ponte morder facilmente a isca e fazer o chamado esforço sobrenatural para manter os citados atletas no clube. Então, ingenuamente ou por corporativismo, o certo é que a afirmação de Kleina representou um desserviço à Ponte Preta. Que fique claro: nada contra um treinador ser amigo fiel da boleirada e torcer pelo progresso profissional de seu grupo. |